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Data: 21/03/2021 - 09:00 - Por: Olhar Direto

Máscara PFF2/N95: Especialistas recomendam opção mais segura com surgimento de variantes e piora da pandemia

Apesar de serem utilizadas especialmente por profissionais de saúde, especialistas afirmam que para aqueles que não podem ficar em casa e precisam transitar em ambientes com alto risco de contaminação


Da confirmação do primeiro caso de Covid-19 no país até hoje, quando enfrentamos o pior momento da pandemia, as máscaras passaram a fazer parte da rotina da população brasileira. A recomendação oficial do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) continua sendo a utilização de máscaras de pano para o dia a dia. Preocupados com o ritmo de crescimento descontrolado da curva de infecção e com o surgimento de variantes mais contagiosas, porém, especialistas têm estimulado o uso de  máscaras profissionais em situações de maior risco, como no transporte público e em ambientes fechados.

No Brasil, a PFF2, equivalente ao padrão norte americano dos respiradores N95, está entre as que garantem maior grau de proteção contra a inalação de vírus e bactérias, chegando a filtrar cerca de 99% das gotículas que possam conter algum tipo de infecção. Diferentemente das máscaras de pano que, com três camadas, filtram cerca de 51% das partículas contaminantes e tem como principal função apenas diminuir as chances do contaminado infectar outras pessoas.

Apesar de serem utilizadas especialmente por profissionais de saúde, especialistas afirmam que para aqueles que não podem ficar em casa e precisam transitar em ambientes com alto risco de contaminação, onde as regras de distanciamento mínimo de 1,5 m não são respeitadas, a PFF2 é a melhor opção. 
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Porque a PFF2 protege mais?

“Elas [PFF2s] foram desenvolvidas, primeiramente, para profissionais de saúde e mais ainda para os profissionais que estão em contato com essas partículas muito pequenas, que são os aerossóis. Elas têm uma filtragem tão eficiente que não permitem que mesmo as partículas menores penetrem”, explica a médica infectologista e professora da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Márcia Hueb.

Ela explica que as máscaras de pano, com três camadas, e as cirúrgicas continuam sendo recomendáveis, mas apenas para situações específicas que não envolvam aglomeração. “Ela pode ser utilizada em situações bem claras que são dentro da minha casa, por exemplo está chegando alguém para prestar algum serviço e eu não vou nem ficar próximo dele. 'Ah, eu recebi um familiar que veio pelo menos conversar um pouco e tal’, eu fico com essa [máscara de tecido, com três camadas, ou cirúrgica] mantendo o distanciamento”, acrescenta Hueb.

Em outras situações, que impossibilitam a adoção de medidas de biossegurança mínimas, a pesquisadora destaca que a eficácia de filtragem apenas da máscara de tecido, ou cirúrgica, é insuficiente e, por isso, a PFF2 se torna melhor por oferecer mais proteção. 


As máscaras PFF2 filtram cerca de 99% das gotículas que possam conter algum tipo de infecção. (Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto)

Onde utilizar a máscara PFF2?

“Quando estamos na rua, em momentos, principalmente, que sabemos que não conseguimos ter o distanciamento físico de um metro e meio a dois metros, nesse momento. Para as pessoas que vão estar em uma situação de risco maior, aquelas pessoas que têm um risco muito grande de desenvolver complicações e que precisam ir para um atendimento médico de laboratório. Essas pessoas que vão se colocar em risco de infecção”, diz Márcia.

Entretanto, ela enfatiza que a eficácia da máscara por si só não é o suficiente, e deve ser associada ao seu uso adequado e higienizado. A PFF2 deve sempre estar com os elásticos posicionados corretamente na cabeça e com ajuste do clipe de metal no nariz, de forma que esteja bem adaptada ao rosto.

“Não se pode esquecer que quando manipular a máscara, sempre estar com as mãos limpas. São duas lavagens que a gente faz, antes de pegar na máscara, porque eu vou colocar a mão no rosto, e depois que tiro a máscara, porque eu tive contato com a superfície da máscara suja. Lembrar que o uso da máscara constante associado a essa boa higiene das mãos e não colocando as mãos no rosto, evitam a enorme parte das infecções”, informa.


Para aqueles que não podem ficar em casa a PFF2 é a melhor opção. (Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto)

A máscara PFF2 pode ser reutilizada?

Em circunstâncias normais, a recomendação oficial dos fabricantes de máscaras no Brasil é de descarte após um único uso, no entanto, devido à enorme demanda do material, especialistas recomendam que elas sejam reutilizadas, desde que descansem em local arejado entre 3 e 7 dias após o uso . 

“Pode e deve reutilizar. É assim que se faz em hospital, inclusive usando em períodos como 15 dias seguidos, até mais do que isso, desde que ela não esteja danificada e esteja sendo guardada adequadamente”, esclarece.

Importante dizer que, assim como as máscaras cirúrgicas, as PFF2 não podem ser lavadas e nem limpas com álcool ou sabão. Esses produtos interferem na camada de filtragem da máscara e comprometem a sua proteção.

Onde encontrar máscaras PFF2?

A jornalista Isabela Mercuri, de 28 anos, que mora em Cuiabá, atualmente trabalha em regime remoto, mas há duas semanas atrás compartilhava o ar com outros colegas em um escritório fechado e sem janela. Preocupada com a sua saúde e a do marido, que ainda tem que sair de casa para trabalhar, ela comprou máscaras PFF2 para toda a família com a ajuda de perfis nas redes sociais. 

“Ouvi falar da PFF2 pela primeira vez em uma entrevista que um infectologista deu e ele falava que nesse momento era interessante as pessoas começarem a usar essa máscara, principalmente porque tem muita gente que não usa máscara nenhuma. E aí eu comecei a perceber que realmente muita gente não usava máscara ou usava de forma errada. Eu tava com medo de pegar e achei que seria mais seguro”, conta. 

Com mais de 14 mil seguidores em sua conta no Twitter, o site “PFF para todos”, onde Isabela encontrou a loja que comprou as suas máscaras, reúne uma lista de lojas físicas e online de todo o Brasil que comercializam o item de proteção individual. Em Cuiabá, a organização tem registrado um total de 11 estabelecimentos e outros 3 distribuídos entre Várzea Grande, Guarantã do Norte, e Rondonópolis, que podem ser acessados a partir deste endereço.

“Eu achei em uma loja de material de construção aqui em Cuiabá que vendia, era R$ 3 cada uma e eu comprei”, relata a jornalista. 


Preocupada, Isabela comprou máscaras PFF2 para toda a família em uma loja de construção de Cuiabá. (Foto: Arquivo Pessoal)

Não tem máscara PFF2 e agora?

Apesar da organização de vários grupos, na internet e nas redes sociais, para promover a divulgação de informações e facilitar o acesso da população ao uso de máscaras mais eficazes contra o novo coronavírus, muitas pessoas, por diversos motivos, ainda não conseguem comprar o material. 

Nesse sentido, existem algumas alternativas, como por exemplo o uso de uma máscara cirúrgica por baixo de uma máscara de pano com três camadas. Estudo realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão regulador do sistema de saúde dos Estados Unidos, aponta que esse uso híbrido bloqueia cerca de 90% das gotículas contaminantes.

“Nesse momento, devemos usar não só a de pano [com três camadas], devemos também colocar por baixo uma descartável, também chamada cirúrgica. Então eu uso a descartável por baixo e a de tecido por cima, isso auxilia muito, protege bastante. Duas descartáveis também funcionam muito bem,” explica a infectologista.

Ao avaliar o momento crítico da emergência sanitária que o país atravessa, Márcia Hueb enfatiza: “Se eu estou com a máscara, seja qual for, eu devo sempre estar com o nariz todo dentro da máscara, ela deve chegar ao queixo e estar bem adaptada na lateral, para que não vaze, não tenha saída de ar e nem entrada. Estar de máscara é sempre melhor do que não estar, então qualquer máscara é melhor do que não ter máscara.”


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