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Data: 07/03/2021 - 10:42 - Por: Mídia News

"times tradicionais não podem ser esquecidos"


O presidente da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) Aron Dresch defendeu, em entrevista ao MidiaNews, um maior apoio empresarial e do poder público aos times tradicionais do Estado, como Mixto, Dom Bosco e Operário.

 

Segundo o cartola - cuja família controla o Cuiabá - atualmente existe um abismo entre o Dourado e seus adversários no Campeonato Estadual.

 

"Eu acredito que os times tradicionais não podem ser esquecidos pelos próprios governantes. Existe um abismo muito grande entre os clubes agora. É um de Série A e outros nem disputando série nenhuma. Isso tem que estreitar", afirmou Dresch.

 

O dirigente afirmou ainda que o agronegócio deveria investir mais no futebol do Estado.

 

“O agro deixa a desejar no geral, faz alguns investimentos em alguns polos específicos, mas muito pequenos em si. E no futebol não é diferente. A economia do nosso Estado é basicamente do agronegócio. Seria muito importante esse investimento do agro para se fazer aqui um futebol de melhor qualidade ainda, porque nada se faz sem ter aporte financeiro”, afirmou.
 

Veja os principais trecho da entrevista: 

 

MidiaNews - O Cuiabá conseguiu o feito histórico de chegar à Série A do Campeonato Brasileiro. Na opinião do senhor, a missão do time é permanecer na Série A?

 

Aron Dresch – Com certeza, apesar da dificuldade, tendo em vista que é um dos campeonatos mais difíceis do mundo. Grandes clubes estão lá caem. Creio que pelo fato do Cuiabá ser um clube enxuto irá conseguir fazer boas contratações e, com isso, se manter na Séria A. Difícil é, a gente sabe, mas não se pode jogar a toalha antes mesmo de ter começado.

 

MidiaNews – Houve o anúncio de algumas contratações nesta semana, mas não acha que a direção do Cuiabá tem demorado para definir o elenco, uma vez que o Brasileirão começa em maio?

 

Aron Dresch – Tem dois meses ainda. O Cuiabá tem uma base boa, bons jogadores. Não tem porque, eu diria, ter muita pressa porque tem campeonatos aí, por exemplo, o Paulistão que podem revelar jogadores que podem ser contratados. Tem grandes clubes que também estão na situação do Cuiabá. Estão fazendo os campeonatos com juvenis.

 

Com relação ao técnico, eu creio que deve sair nos próximos dias. É que os nomes do mercado estão ocupados, por isso há essa demora.

 

MidiaNews - Em sua opinião, considera que, neste momento, o Estado inteiro deveria abraçar o Cuiabá para que tenhamos um time competitivo na elite do futebol brasileiro?

 

Aron Dresch – Com certeza. É muito importante que o clube receba o apoio de toda população mato-grossense, da classe empresarial e do agronegócio através de mídia na camisa, para que haja recursos financeiros para se manter no Brasileirão.

 

MidiaNews - A propósito, considera que o agronegócio deveria ser mais presente no futebol mato-grossense?

Aron Dresch – Eu acredito que sim. O agro deixa a desejar no geral, faz alguns investimentos em alguns polos específicos, mas muito pequenos em si. E no futebol não é diferente. A economia do nosso Estado é basicamente do agronegócio. Seria muito importante esse investimento do agro para se fazer aqui um futebol de melhor qualidade ainda, porque nada se faz sem ter aporte financeiro

 

Mas é claro: precisamos mostrar a nossa qualidade para recebermos investimentos. Essa subida do Cuiabá para a Série A é uma demonstração de que o nosso futebol tem uma tendência a crescer. E todos os times têm a mesma capacidade de chegar aonde o Cuiabá chegou e o mesmo direito de fazer o que o Cuiabá fez.

 

MidiaNews -  Recentemente o empresário Elusmar Scheffer se envolveu em uma polêmica ao doar R$ 1 milhão para o Internacional e prometer injetar dinheiro no São Paulo.  O que achou desta polêmica toda?

 

Aron Dresch – O futebol envolve a gente de tal maneira... Futebol é paixão. Creio que ele fez isso num momento de pura paixão pelo clube que ele torce. Na empolgação. E deu o que deu, né. Sempre quando algo é feito de forma passional acaba tendo um problema lá na frente. O pivô de todo esse dinheiro que foi colocado lá [o lateral Rodinei] acabou sendo expulso. Enfim... O tiro saiu pela culatra, vamos falar assim.

 

Ficou uma mídia negativa, o próprio torcedor mato-grossense não vê com bons olhos, questiona por que não se investe no futebol aqui. Planta aqui, leva embora daqui. Aquelas coisas.

 

Mas o futebol é uma paixão nacional e cada um faz aquilo que ele acha que deve fazer com o seu dinheiro.

 

MidiaNews - Recentemente o prefeito Emanuel Pinheiro parabenizou o Cuiabá pelas conquistas, mas disse que quer ver o Mixto e o Dom Bosco fortes. Como o senhor viu essa declaração?

 

Aron Dresch – Eu acho que está certo. Eu acredito que os times tradicionais não podem ser esquecidos pelos próprios governantes. Existe um abismo muito grande entre os clubes agora. É um de Série A e outros nem disputando série nenhuma. Isso tem que estreitar. Através desse apoio do Município ou do Estado isso pode acontecer, já que a iniciativa privada deve apoiar o Cuiabá. Já faz muito têm que ninguém faz nada pelos nossos clubes. Mas mesmo o Cuiabá estando onde está, o Município, o Estado tem que apoiar também.

 

MidiaNews - Dá para se dizer que o Cuiabá está em outro patamar em relação aos outros times de Mato Grosso. Não é ruim para a competição que haja uma discrepância tão grande?

 

Aron Dresch – Sim, existe essa situação. Mas também incentiva os outros clubes a querer chegar mais perto. Mas também não podemos rotular clube de Série A no campeonato estadual, não é muito correto não.

 

MidiaNews - Como está estrutura da Arena Pantanal? O que é preciso ser feito para que esteja apta para receber jogos da Série A?

 

Aron Dresch – O secretário de Cultura, Beto Dois a Um, já informou que o Estado fará todo o investimento necessário para estruturar a Arena para receber os jogos da Série A. Tudo que for pedido vai ser feito. Em tudo, vestiários, piso de corredores, enfim, um monte de situações que precisará ser feito e está tudo no planejamento já.

 

 

MidiaNews - Sente-se frustrado pela ausência de público exatamente quando o Cuiabá chega à primeira divisão?

Aron Dresch – Sim. Mas já vem com essa falta de público desde a Série B. Claro que com o público empurrando o time, o espetáculo é muito maior, melhor. Esperávamos uma situação inversa da doença, com casos diminuindo, mas, infelizmente está piorando. Resta-nos esperar.

 

MidiaNews - O senhor vai cumprir mais quatro anos de presidência da FMF. O que pode destacar de avanços nestes quatro primeiros anos?

 

Aron Dresch – Creio que o resgate do futebol mato-grossense. Através da nossa credibilidade, conseguimos trazer a classe empresarial para patrocinar o futebol mato-grossense. Hoje os nossos campeonatos são todos patrocinados de alguma forma ou por alguma coisa.  Nosso campeonato estadual tem 100% da logística custeada pela federação. Nós só não pagamos os jogadores. Pagamos transporte, hotelaria, arbitragem, enfim... Isso trouxe de volta para os clubes maior tranquilidade, vamos dizer assim, para trabalhar.

 

MidiaNews - Uma das novidades do Campeonato Mato-grossense deste ano são as transmissões de jogos aos domingos de manhã. Por que foi tomada essa decisão?

 

Aron Dresch – A emissora detentora do campeonato [TV Centro América] achou melhor esse horário. Sempre houve uma reclamação também que o horário de 15h é muito quente e pediam que os jogos fossem às 16h. Mas não há grade na emissora para as 16h aos domingos. Por isso, ficou definido esse horário pela manhã.

 

MidiaNews - O estádio Dutrinha passou por uma reforma recentemente e está praticamente reformulado. Qual a expectativa do senhor para uso do estádio neste campeonato?

 

Aron Dresch – A expectativa é muito grande. É lamentável o fato do Dutrinha ainda não ter sido inaugurado. Não sabemos o porquê dessa demora. Ninguém esclarece, ninguém fala sobre essa situação. Vamos aguardar.

 

MidiaNews – A Federação já buscou informações junto à Prefeitura para saber quando o Dutrinha será inaugurado ?

 

 

Aron Dresch – Temos mandado ofício, buscado conversar com o secretário, mas nunca recebemos uma resposta efetiva.


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